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Fundação Terra Mirim

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Que o sonho se enraize cada vez mais na teia do Bem. Que a árvore dourada se fortaleça. Que mais e mais pássaros coloridos possam chegar, se nutrir e se curar - cantar e voar. E levar as sementes desta árvore Avatar para o Mundo!

Espiritualidade

O cotidiano da Espiritualidade em Terra Mirim: uma programação permanente, que você pode participar. Que você pode reencontrar sua Alma e com ela fazer as pazes. Essa é nossa intenção. O Encontro com sabor e cheiro de Reencontro.

Escola XamAM

Terra Mirim é uma comunidade que segue os passos dos ensinamentos do Xamanismo da Deusa Mãe, resgate da cultura espiritual milenar da América Nativa.

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Canções

Canções Xamânicas inspiradas ao redor do Avô Fogo. Ouça as faixas disponíveis, escute a Oração à Grande Mãe e outras músicas, do CD Louvados e Canções à Deusa Mãe.

AGENDA

Inspirações e depoimentos

Um espaço para aqueles que desejam compartilhar sua autêntica experiência em Terra Mirim. "Depois tive na Comunidade Terra Mirim o contato com os elementos, terra, água, ar, plantas medicinais... todos os ensinamentos e práticas que passam a fazer parte de nós e alegra nossa alma"... 

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Depoimentos e Mensagens

10 de Maio de 2016, 12:46 , por Eventos em Terra Mirim - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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"Khalyna e todos da família Terra Mirim, somos muito gratos à todos; este ano vocês se superaram em organização, dedicação, amor (se é que isso é possível...). Sempre fomos muito bem acolhidos aí, temos muita gratidão e respeito por todos, pioneiros da geração capim santo (e por isso mesmo alvo de reações de toda parte) que agora começam a delegar a coordenação à nova geração, que demonstra uma energia imensa, que vêm da coerência, da inteireza, da certeza que estão no caminho de conexão com a Grande Mãe. Vocês são exemplo, e todos que foram aí saíram impressionados, contaminados com a boa "energia" do local e dos seres que aí habitam; grande abraço" Emerson (Brechó EcoSolidário), Salvador.

 

"Julho de 2017... Residência artística em Terra Mirim. Passagens, pessoas, acontecimentos. Tudo começou no Chalé Cintronela, de frente pra o lago, ao som da BA 093. Lago que nos convida a mergulhar em nós mesmos. Sem rodeios. Sem pressa. Ocupação intensa da casa das artes, para entregar uma apresentação encomendada para a Semana de Cultura de Conceição de Coité, cujo cachê vai custear minha residência. Preencher aquele espaço do tamanho de um estabulo com um só corpo. Deixar que a criação chegue ao ritmo de galopes. Sem repelente de manjericão não dá. Ensaio com músico Antenor e seu Vibraphone. Apresentação de Nossos Ancestrais para 11 moradores de Terra Mirim e bate-papo. Ótimo retorno pra mim. Espetáculo feito e a encomenda levada. Coité Salvador Terra Mirim. Retorno pra continuar a missão de completar a encenação do texto todo – faltava 25%.

Primeiro dia no acolhimento no quarto da Águia. Depois me encontrei com a Tartaruga. Sou muito tartaruga. Ando devagar, mas sempre chego em algum lugar. Janela amanhecendo de frente pro sol, preciso. Anima o acordar. Caminhada da Lua na praia de catussaba meus convidados: Ticiane e Marcos, meu colega de acolhimento boliviano que usava óculos escuros. Enquanto em atividade de limpeza da escolinha com Lau, notícia de partida de minha avó. Aviso a Kate que vou partir. Luto com meus parentes da minha bela ancestral. 102 anos. Um século de ciclo se finda, a matriarca dos Reis se livra de nós ou nos deixa. Foi estando acolhida entre os que a amavam. Retorno a Mirim após alguns dias fora. Quem vive continua em movimento. Não pára nem que queira. Visita a comunidade Dandá com Katia, Marco e Loren, outra colega de acolhimento. Sábado a noite da dança com DJ´s Tiago e Marco. No galope do Safri Duo. Demais. Quero mais. Plantando na beira do lago gengibre selvagem pra purificar. O lago. Da gente. Planto uma chacrona com Khalyna perto da casa da Lua. Meu pai recebe premio Machado de Assis e me convida pra cerimônia no Rio de Janeiro. Como não ir. Ciclos de reconhecimento. Pequena família reunida na Academia Brasileira de Letras. Irmã, pai, Mariangela e minha tia. Que cuidava de minha avó. Retorno pra saga final. Foco. Limpeza dos templos na terça com Katia. Criação de Horta mandala na frente da escolinha com Tiago, Katia, Gabi e Kari, nova colega de recolhimento. Limpeza do Camarim da casa das artes com Kari e Gabi. Altos papos com Kari. Gabi mostra talento de organização e decoração, o camarim ficou feliz. Como esquecer as meditações de 6:30 com Amara e Tici. Os trabalhos de cada dia, faxinas de chalés, cozinha de apoio, templos, os sábados intensos. Mutirões. Os papos com Minana e a oportunidade que me deu numa manhã antes do café de atravessar uma nuvem de abelhas. Essa é outra pra sempre. E a agua fria do recolhimento que não nos deixa apagar. Cafés e almoços na cozinha de apoio. Um café com Ticiane. Um almoço com Kátia e Fernanda. Os gatos...o Sultão... Algo com certeza ficou de fora.

O Sarau da Terra enfim. Sábado, o filme dos 25 anos da Terra Mirim, Nossos Ancestrais, Pura forma de Babuca, nossa parceria, nosso encontro, o primeiro Sarau da Terra. Espetáculo completo, nascido no antes estabulo hoje casa das artes, aos olhos de vinte pessoas. Nessa residência temporária. Nascido o filho agora tem que cuidar. O espetáculo precisa de muito cuidado ainda, pra continuar a crescer, ganhar forma, força, alma madura. Viva o Sarau da terra. Viva a terra Mirim. Viva aos Nossos Ancestrais.
Grato por Terra Mirim existir, me acolher e inspirar outras terras possíveis de serem imaginadas. 
"Demian, Salvador. 

"Você já se sentiu pertencente a um lugar? Já sentiu uma energia de acolhimento inexplicável? Sentiu-se verdadeiramente em casa? CASA! "Lar doce lar", sabe? E filha? Sim, filha dessa terra. Estou pisando no solo da minha casa. Guiada pela deusa...pela minha mãe natureza! Avós? Muitos. Verdadeiros mestres que guiam a alma em cada pisada de pés nus na terra, cada respiração longa de ar puro, a energia do calor do fogo, o banho na mais contagiante e misteriosa água. O encontro com a sabedoria daqueles que nomeamos ancestrais. Ah, minha mãe, quanta energia nesse ambiente sagrado! Quanta energia vibrando nas minhas pequenas e imaturas mãos que ainda se encontram em fase de compreensão, sendo guiada pela mais bela avó árvore que me acolheu, se oferecendo para ser minha mestra  nessa "breve" jornada do autoconhecimento. Gratidão. Essa é a palavra da vez. E, também, o sentimento pela tribo, por minha mãe natureza e pela minha casa, Terra Mirim. Gratidão seres de luz. Gabriela, São Paulo. 

 

 

"Estive na Fundação Terra Mirim pelo período de passagem de ano e foi um período de imenso conhecimento do meu próprio eu, conexão e cura, a necessidade de reencontro comigo mesma, me levou a esse lugar de extrema luz, minha alma pedia isso e a descoberta que minha essência esta ali.

A cada dia, a cada meditação, a cada experiência mais eu sentia a grande mudança que estava havendo. Para uma pessoa que chegou com uma bagagem de feridas muito grande, não há sentimento ou palavras que possam expressar à imensa gratidão que tenho por esse centro de luz e as pessoas que ali me acompanharam.

Dentro da cabana de purificação foi uma experiência muito intensa poder sentir a energia da terra levando embora boa parte do passado que estava preso ainda comigo e me renovando, mostrando todo o novo chegando e depois toda a limpeza que veio com o banho de ervas é indescritível, somente vivendo para entender. O choro de criança que veio no templo das águas no meio de uma meditação foi libertador e reconfortante para o coração. Sentir minhas raízes no templo da terra, me sentir presente naquele momento, estar realmente ali aterrada, vibrando e conectada naquela energia foi como tecer fios de amor. A defumação limpando sua aura o seu corpo sutil no templo dos ventos foi sentir os vórtices de seus chacras alinhados e irradiando intensamente. A massagem xamânica com as mãos abençoadas e curativas da Xamã Andiara foi algo tão curador e transformador que não há como descrever somente expressar GRATIDÃO.

Todo o ritual de passagem para o novo ano foi magnífico, era nítida a sensação do ano 2016 ficando para trás. Hoje quase 30 dias após ainda sinto a energia que voltou comigo e a cura e a transformação divina que ainda esta ocorrendo. Gratidão, imensa gratidão a todos que fazem essa Fundação não só um centro de luz mais de cura, transformação e acolhimento, trago no coração cada um de vocês que participaram dessa minha estada e desse meu novo início. GRATIDÃO." - Ariadine Padilha, Salvador. 

 

 

 

"Pessoal, em 1984 eu compus uma música inspirado no meu estado de espírito e na verdade como eu me sentia e a letra tinha um trecho que dizia: ...'Não há beco | Nem rua, buraco ou esquina | Em cima, embaixo, no meio, no fim. É inútil buscar um lugar mais seguro | Onde eu possa ficar, pra me livrar de mim'.

De um tempo pra cá, tenho buscado muita paz e uma forma sustentável de vida, de alegria, de saúde e tenho conseguido melhorar, porém com a Escola de Sustentabilidade, nosso grupo e a Fundação Terra Mirim, esse processo foi catalisado de uma forma inefável, pois o convívio com a Mãe Natureza, a reflexão sobre a simplicidade e ao mesmo tempo a complexidade pronta e disponível dessa integração, têm me ajudado muito, tem me feito muito bem e por isso o trecho acima da música Eu e Eu passou a ser: ... 'Em qualquer beco, rua, buraco, esquina, em cima, embaixo, no meio, no fim | É possível, sim, buscar um lugar mais seguro | Onde eu possa ficar bem pertinho de mim'.

Nessa última semana, que começou com o encontro no terraço da Barra, onde assistimos o documentário I Am, mostrando a mudança de vida de um grande produtor cinematográfico, que encontrou a felicidade que antes não tinha, e logo em seguida com o contato com o grande professor, escritor e antropólogo Ordep, que com sua sabedoria nos contou estórias dos índios e uma série de casos do seu convívio, excita a gente, faz com que reflitamos mais sobre esses exemplos.

Depois tive na Comunidade Terra Mirim o contato com os elementos, terra, água, ar, plantas medicinais e os exercícios e participações, em grupo, com o compartilhamento de todos os ensinamentos e práticas que passam a fazer parte de nós e alegra nossa alma. Lembro de, durante a caminhada pela trilha onde visitamos a horta e o plantio das ervas, um contato afetuoso com as plantas que pareciam me acariciar, tocando no meu corpo, borboletas voando em minha frente, como se me conduzisse pelo caminho: Essa sensação é muito importante, é muito forte, faz um bem danado. O trabalho com a argila, tanto de pintar como de passar no corpo, o banho de ervas, o banho no rio, tem um significado muito acima do nosso conceito racional, pois está bem acima e é naturalmente Divino. Somando isso tudo a um estado de meditação com o Yoga Xamânico, bem conduzido por uma orientadora brilhante, certamente, propiciou a todo grupo um estado de espirito contemplativo e mais sensível na busca do encontro com nosso Eu Maior. Na verdade tudo que estamos aprendendo e compartilhando vai nos preparar para criar uma Comunidade Sustentável." - Asdrubal Alvim, Salvador.

 

 


"Em uma atmosfera de simplicidade e reverência, entramos no viveiro da Terra Mirim com as xamãs Mhinana e Zuca, para que cada um/a escolhesse sua folha para o banho coletivo. Era 17 de abril e, sintonizados/as com o Brasil, pensamos que precisaríamos da força da Guiné, da calma da Água de Alevante, do descarrego do Quioiô, da beleza do Lírio branco do brejo e das florzinhas da Dama da Noite, entre outras. Andando pelo terreno da Mirim, fomos colhendo folhas e flores, e com ajuda das xamãs, preparamos o banho, num grande balde azul, com água do rio e folhas maceradas calmamente e coletivamente.

Por fim jogamos as flores que completavam a beleza do que fazíamos. Cada um de nós foi benzido em seguida por Alba e Mhinana, com a água da jarra que saía do grande balde e escorria pelo nosso corpo em união profunda da nossa Natureza com a da Grande Mãe, e ouvia as palavras carinhosas e encorajadoras que um/a colega pronunciava em nossa homenagem. Gratidão Alba e comunidade de Terra Mirim." - Débora Nunes, Salvador.

 

 

 

"Queridos Alba Maria (Jamileh - que significa beleza em Árabe) e Dhan,

Vocês ainda estão comigo desde que nos conhecemos e me sinto muito abençoada de ter conhecido vocês. Eu também tenho muito carinho pelos laços que tenho com a minha irmã Thais por quem nutro grande respeito e confiança. Ela me guiou até vocês…
 

A alegria que se revelou não apenas pela ayahuasca mas por toda a minha jornada ainda esta em mim. Eu nunca senti essa paz interior, é um sentimento novo que ainda estou aprendendo e vendo como se acomoda em meu corpo. No dia da Cabana eu chorei sem parar, e na ayahuasca eu não conseguia parar de sorrir. Parte de mim morreu naquele solo com minhas lágrimas, suor e sangue escorrendo na terra. Eu me encontrei renascendo na ayahuasca, com a lua revelando uma nova eu renascida.

Ainda estou observando meu comportamento e sentimentos após retornar, existe um sentimento de incerteza no ambiente que me cerca. Meus sentidos estão bastante aguçados e embora eu sinta tranquilidade em mim e muita calma e alegria, eu estou muito sensível as energias projetadas por tudo que me cerca. Me sinto viva!

Uma observação é sobre eu e Anas atravessando a fronteira que liga a Jordânia e Palestina, controlada pela ocupação Israelense. Toda a minha vida eu temi essa travessia, eu tinha dor de estômago e atravessava com muita raiva em mim.  Eu estava sempre preocupada quando eles me revistavam, minhas coisas, meu corpo. Desta vez o sentimento foi diferente. Senti que finalmente eu tinha algo que eles não podiam tocar ou ter. Eu carreguei essa energia positiva que era tão poderosa a ponto de eu e Anas estávamos literalmente rindo e todos os soldados tinham um olhar confuso quando olharam para a gente. Eles não souberam como lidar com a gente e pela primeira vez senti pena deles! Eles estavam oprimindo a si mesmos! é tão simples, eu tenho essa energia maravilhosa que estou compartilhando com tantos outros aqui na Palestina e eles não podiam parar ou alcançar!

Gratidão pelo seu acolhimento, vocês estão comigo assim como eu estou com vocês, morando nela." - Noora Baker, Ramallah | Palestina. 





"O cavalo é uma criatura que possui a habilidade de encontrar seu caminho de volta para casa, no entanto meus pés podem somente seguir a sombra! Eu não confiei em cavalgar o cavalo quando ele começou a esfregar seu casco na pedra do meu coração e ele continuou cavando para dentro da minha cabeça para encontrar seu caminho e permitir que a luz entrasse… isso foi na noite do dia 20 de Fevereiro. Dois dias depois, eu perdi a aposta, os corações de Troia foram libertados e abertos diante de suas muralhas, manifestados na Ayahuasca. Somente então eu escutei a voz da minha mãe sussurrando no meu ouvido direito: abra o seu coração para o vento para que as borboletas possam voar.

No início eu acreditei no meu desejo, e depois de um tempo não havia motivos para abrir meus olhos novamente, eu fiquei a noite inteira de olhos fechados. as asas do vento estavam carregando as pedras do deserto tudo na minha presença, e dai havia os cavalos, somente os cavalos.

A Ayahuasca não me deu nada, ela abriu a ignorância do meu coração para tudo ao meu redor e falou comigo: escolha o que você puder, pois essa é a verdade. Naturalmente eu vou chorar, pois quando você se encontra pela primeira vez você também encontra o universo pela primeira vez. Você esquece todas as armadilhas da sua vida quando aprende a caminhar e a Ayahuasca segura você pela mão e te ajuda a caminha por elas novamente um passo de cada vez, enquanto você canta: caminha a trilha dos anjos em sua descoberta por Deus.

Eu atravessei essa jornada e continuo suspenso nela. Todas as experiências da minha vida passaram deixando um efeito sutil na minha alma e mente, mas não essa. Ela continua em mim, absorvendo todos os enigmas que eu girava em torno do universo, e ela se cravou no meu corpo, dando a ele a batida da vida e me permitindo ver através dele o outro lado do universo. Você começa a ver cores ao invés de preto e branco. Quando você começa a compreender o que  vê, tudo que resta fazer é chorar e então você grita para o céu: de que forma eu tenho vivido minha vida?! Dai a Ayahuasca vem calmamente, uma mulher por volta dos seus 70 anos e toca seu ouvido esquerdo e te fala: deixe a chama dos cavalos e deixe o passado apenas como uma razão para chorar. Dai tire os seus sapatos porque você está destinado aos céus "você passou esse tempo todo perdido nos labirintos, e ele finalmente te trouxe até aqui, para o seu primeiro renascimento."

Quantas vezes um ser humano pode renascer? Quantas vezes você pensa em vão que o medo é o caminho do conhecimento? E esse sentimento de abismo é maluquice? Quantas vezes você vai acreditar que cair do abismo é liberdade e que o medo é um produto do sistema que tem o objetivo de controlar nossas emoções, e que a estrada para o amor é pavimentada com espinhos.


Minha escrita para vocês nunca vai terminar pois vocês trouxeram luz para a minha vida…" - Anas Abu Oun, Ramallah | Palestine

 

 


Fonte: http://eventosemterramirim.blogspot.com/2016/05/depoimentos-e-mensagens.html